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Carta Mensal | Abril de 2022




Em abril, o principal tema debatido no Brasil e no mundo foi a inflação. O mês também foi marcado pela continuidade dos conflitos entre Rússia e Ucrânia e pela intensificação da "covid-zero", na China, que com a continuidade dos surtos da doença corroboram para o viés negativo da atividade no continente asiático.


Os EUA enfrentam a maior inflação desde 1980 (8,5% acumulado de 12 meses) refletindo, além dos preços de commodities, o elevado custo da mão de obra num mercado de trabalho ainda aquecido. Isso fez com que a maior economia do mundo subisse os juros em 0,50%, com intervalo entre 0,75% e 1%.


A alta de juros nos EUA é um sinal negativo para as bolsas mundiais, que tem como referência os títulos do Governo Norte Americano para o investimento em ações. É esperado que o FOMC (órgão responsável por estabelecer a política monetária dos EUA) busque mais duas altas de 0,50% nas próximas reuniões, com o objetivo de levar a inflação para 2% ao ano. No ano o S&P 500, uma das principais bolsas Norte Americanas, acumula perdas de -16%.


Já no cenário local, a inflação se mantém persistente e elevando o pico em 12 meses. Por aqui também tivemos alta de juros, com uma elevação da taxa SELIC em 1%, levando a taxa básica da economia brasileira para 12,75%, maior patamar desde 2017. O COPOM (comitê de política monetária), já sinalizou que novas altas são esperadas e os economistas já projetam uma SELIC de 13,25% até o final do ano.


No acumulado dos 12 meses, o IBOVESPA (mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na bolsa brasileira) apresenta perdas de -12,27%.


Neste cenário desafiador, os investidores com perfil moderado e arrojado com carteiras de investimento com foco no longo prazo, apresentam retorno negativo no último mês, com exceção das estratégias mais conservadoras.


Não obstante, as carteiras personalizadas para longo prazo não visem acompanhar ou superar nenhum benchmark, mas obter retorno absoluto, vale ressaltar que até a carteira mais agressiva obteve um retorno superior ao mercado.


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