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VGBL com IOF de 5%: ainda vale a pena investir na previdência privada?

Com a nova tributação sobre aportes elevados, investidores de alta renda passaram a questionar se o VGBL continua sendo um instrumento eficiente de planejamento patrimonial. A resposta exige mais do que uma análise superficial — envolve estratégia, visão de longo prazo e compreensão dos reais benefícios do produto.




No Brasil, estabilidade tributária é quase um luxo. Em junho de 2025, um novo decreto presidencial surpreendeu o mercado financeiro ao alterar a regra de incidência de IOF sobre aportes em previdência privada, atingindo diretamente os planos VGBL.


A nova norma estabelece que aportes mensais superiores a R$ 50 mil em planos VGBL estão sujeitos a uma cobrança imediata de 5% de IOF sobre o valor investido. E o mais relevante: a tributação não considera o total anual, mas sim cada aporte individual que ultrapasse esse limite mensal.


A medida pegou desprevenidos gestores, planejadores patrimoniais e investidores que usavam o VGBL como veículo estratégico — tanto para acumulação quanto para sucessão.


Mas afinal, com esse novo custo adicional, o VGBL ainda vale a pena?


Por que o VGBL é relevante no planejamento patrimonial


Antes de responder à pergunta, vale lembrar o que fez o VGBL se tornar um dos pilares da previdência privada no Brasil.


Além de ser um produto desenhado para o longo prazo, o VGBL oferece vantagens que o diferenciam de fundos tradicionais:


  • Isenção de come-cotas, o que potencializa o efeito dos juros compostos;

  • Possibilidade de tributação regressiva, com IR a apenas 10% para aplicações acima de 10 anos;

  • Natureza securitária, o que significa que em muitos estados o VGBL não entra em inventário e pode estar isento de ITCMD;

  • Flexibilidade na sucessão, permitindo a indicação de beneficiários diretamente no plano;

  • Eficiência fiscal em estruturas familiares e empresariais que visam perpetuação de capital.


Portanto, qualquer avaliação sobre o impacto do IOF precisa levar em conta esse conjunto de vantagens — e não apenas o efeito isolado da nova tributação.


IOF + Imposto de Renda: entenda a nova equação tributária


A partir da nova regra, investidores que aplicarem mais de R$ 50 mil no mês verão um desconto direto de 5% sobre o valor investido. Esse valor não incide sobre os rendimentos, como o IR — ele reduz diretamente o capital aportado.


Já o Imposto de Renda segue as mesmas regras anteriores, com duas tabelas disponíveis no momento da contratação:


Tabela Regressiva (incentiva o longo prazo)

Tempo de aplicação

Alíquota de IR no resgate

Até 2 anos

35%

De 2 até 4 anos

30%

De 4 até 6 anos

25%

De 6 até 8 anos

20%

De 8 até 10 anos

15%

Acima de 10 anos

10%



Tabela Progressiva (similar à do IR sobre salários)

Faixa de renda anual (R$)

Alíquota de IR

Até 22.847,76

Isento

22.847,77 até 33.919,80

7,5%

33.919,81 até 45.012,60

15%

45.012,61 até 55.976,16

22,5%

Acima de 55.976,16

27,5%


Essa combinação de IOF + IR exige mais planejamento na hora de investir, principalmente quando falamos de volumes altos e prazos de resgate variados.


O VGBL ainda compensa? A resposta está na estratégia

Mesmo com a incidência do IOF, o VGBL segue sendo uma excelente ferramenta para quem pensa em longo prazo — desde que bem utilizado.


Para ilustrar, nossa equipe fez duas simulações reais:

Cenário 1 – Aporte único de R$ 500 mil

Nesse cenário, o investidor aplica R$ 500 mil de uma vez só e sofre a incidência do IOF de 5% (R$ 25 mil). Mesmo com essa perda inicial, o VGBL termina o período de 11 anos com R$ 1.639.855, enquanto um fundo tradicional acumula R$ 1.526.912. A diferença supera R$ 113 mil, mesmo com a tributação inicial.


Cenário 2 – Aportes fracionados de R$ 50 mil/mês

Aqui, o mesmo total de R$ 500 mil é investido de forma escalonada: R$ 50 mil por mês, escapando do IOF. Resultado? O VGBL atinge R$ 1.722.809 ao fim do mesmo período, contra R$ 1.526.912 do fundo tradicional. A diferença se aproxima de R$ 200 mil.


Ou seja: com um planejamento de aportes inteligente, é possível evitar a incidência de IOF sem abrir mão das vantagens do produto.


Como a Fort Capital pode ajudar


Diante da nova realidade, o papel da consultoria financeira é ainda mais importante. Na Fort Capital, avaliamos cada cliente com profundidade, considerando:


  • volume e frequência dos aportes;

  • prazo de investimento;

  • estrutura familiar e objetivos sucessórios;

  • exposição tributária e alternativas complementares.


A nova tributação não significa que o VGBL deixou de ser útil. Ela apenas exige mais estratégia na execução — algo que sempre foi nossa especialidade.


Evitar o IOF, estruturar os aportes, combinar produtos, proteger o legado e buscar a máxima eficiência são parte do trabalho que fazemos diariamente com nossos clientes.


Sim, o VGBL ainda vale a pena. Mas apenas quando inserido em um planejamento sério, técnico e adaptado às regras atuais.


Se você deseja revisar sua previdência, evitar impactos tributários e proteger o futuro da sua família, fale agora com a Fort Capital.


Fort Capital – Cuidamos do que tem valor para você.

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