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CDI não é estratégia: o custo invisível de não diversificar sua carteira



O CDI trouxe conforto ao investidor brasileiro por décadas.

Mas conforto não é sinônimo de proteção patrimonial.

Em um novo ciclo econômico, ficar preso ao CDI pode significar perder retorno real e aumentar riscos sem perceber.



Por que o CDI parece tão seguro



O CDI é uma taxa de referência do mercado interbancário e serve como base para diversos investimentos pós fixados, mas não é um investimento em si

Ele tende a caminhar muito perto da Selic, o que reforça a sensação de previsibilidade quando os juros estão altos. 


O problema é quando essa previsibilidade vira “plano de vida” do portfólio.



O que acontece quando o ciclo vira



Quando a Selic está elevada, a rentabilidade pós fixada costuma dominar e muitos investidores concluem que “não vale a pena” diversificar. Só que ciclos mudam.


A própria trajetória recente ilustra o ponto: a Selic chegou ao mínimo histórico de 2% em 2020 e depois voltou a subir a partir de 2021, alterando completamente o mapa de oportunidades e riscos. 

No fim de 2025, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, mostrando como a taxa pode permanecer alta por um período e, ainda assim, mudar de direção depois. 


O investidor que fica 100% dependente do CDI tende a sentir dois efeitos quando os juros caem:


  1. O retorno nominal diminui e a sensação de “renda garantida” desaparece.

  2. As melhores oportunidades costumam surgir em outras classes justamente quando o CDI perde protagonismo.




O risco silencioso da concentração em pós fixado



Concentrar no CDI parece conservador, mas cria três fragilidades típicas em carteiras de alta renda:



1) Retorno real limitado no longo prazo



O CDI ajuda a atravessar fases de juros altos, mas não foi desenhado para maximizar crescimento patrimonial ao longo de décadas. Patrimônio grande precisa equilibrar proteção e multiplicação, não apenas “carrego”.



2) Risco de reinvestimento



Quando a taxa cai, você precisa reinvestir em um ambiente pior, com menos prêmio, exatamente quando outras classes começam a ficar mais atrativas.



3) Ilusão de segurança via crédito privado



Muitos portfólios “CDI” estão, na prática, concentrados em fundos de crédito e debêntures. E esse é um ponto sensível: com a demanda muito forte em 2025, houve compressão de spreads e recorde de emissões, reduzindo a remuneração adicional pelo risco de crédito em várias estruturas. 


Ou seja, parte do mercado tomou risco de crédito com prêmio menor do que parecia.



Diversificar não é “tomar risco”, é escolher riscos melhores



Na Fort Capital, diversificação não significa espalhar dinheiro aleatoriamente. Significa atribuir função a cada classe de ativo, para que o conjunto funcione em cenários diferentes.


Uma diversificação bem feita costuma combinar:



Renda fixa com inteligência de prazo



Separar o que é liquidez do que é objetivo de médio e longo prazo, em vez de colocar tudo no mesmo pós fixado.



Inflação como proteção patrimonial



Ter uma parte do portfólio orientada a preservar poder de compra no tempo, sem depender apenas do CDI.



Exposição internacional com propósito



Exterior não é sofisticação. Em muitos portfólios, é camada de proteção e descorrelação. Dependendo do caso, também é instrumento de renda em moeda forte e diluição de risco Brasil.



Renda variável como motor de crescimento de longo prazo



Para alta renda, o risco maior muitas vezes não é volatilidade no curto prazo, e sim não capturar crescimento ao longo de 10 a 20 anos.



Como a Fort Capital revisa uma carteira “presa no CDI”



Quando um cliente chega muito concentrado em CDI e crédito, o ajuste geralmente segue uma sequência objetiva:


  1. Diagnóstico do portfólio real

    Mapeamos concentração por emissor, liquidez, prazo, indexador, moeda e risco de crédito.

  2. Definição de objetivos e tolerâncias

    O que precisa estar líquido, o que pode oscilar, qual a meta real do patrimônio.

  3. Construção por blocos

    Liquidez, proteção, crescimento e oportunidades. Cada bloco com regra clara de alocação e rebalanceamento.

  4. Governança

    Rotina de revisão e critérios de decisão para evitar “trocas por impulso” quando o mercado muda.



Se você quer sair do piloto automático do CDI e estruturar uma carteira preparada para o próximo ciclo, agende uma conversa com a Fort Capital.


Paulo Monfort, CFP®

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